IRMÃOS. VOLTAMOS A ATUALIZAR ESTE BLOG.

.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

ESCUTAR A VOZ DE DEUS

TRANSCRIÇÃO DO PROGRAMA O PÃO NOSSO DE CADA DIA, EXIBIDO PELA REDE VIDA DE TELEVISÃO DIA 13/06/08.VISITE I SITE : http://www.portalcatolico.org.br/main.asp?View={363AC4E0-D2D9-480F-89E2-45AECBF69A70}

Padre Fernando J. C. Cardoso

Arquidiocese de São Paulo

Os exegetas costumam dizer-nos que um texto deve ser entendido primariamente no seu sentido literal, isto é, o que o autor quis transmitir aos seus leitores quando escrevia. Mas pode dar-se o caso de um texto do Antigo Testamento ser usado num sentido sobrenatural porque Deus é também o autor das Escrituras e pode ter dado a algum texto um sentido que passou despercebido ao autor humano do mesmo.

A Igreja ainda conhece casos em que textos são adaptados a uma determinada situação, e eu gostaria de adaptar um texto do primeiro livro dos Reis, capítulo 19, à nossa situação de cristãos e católicos.

O texto fala de Elias em busca de Deus no monte Carmelo. Veio um vento impetuoso, mas o Senhor não estava no vento.

Depois do vento veio um terremoto, mas Deus não estava no terremoto; após o terremoto veio o fogo, mas o Senhor não estava no fogo, finalmente veio um murmúrio de uma brisa suave, então Elias se prostrou diante de Deus.

Nós também hoje repetimos a nós mesmos expressão de Elias: “O Senhor não está no barulho”.

É verdade. Se nós quisermos ouvir a voz de Deus, falemos o menos possível com outras pessoas durante o período de oração e o mais possível com Deus.

Quem está sempre extrovertido, quem vive sempre para fora, não é pessoa que escuta com freqüência a voz de Deus. Se a voz de Deus na época em que vivemos hoje é rara, é porque são raros aqueles que amam e prezam os momentos de silêncio.

E porque são raros aqueles que entram no seu quarto, fecham a porta e rezam ao Pai que está no céu.

Não é preciso que o quarto seja material, Santa Catarina de Sena doutora da Igreja afirmava que uma cela interior cada um de nós possui, e pode, quando quiser recolher-se dentro. Quantos minutos no dia você oferece à Deus?

Jesus Cristo é a Palavra do Pai. Jesus Cristo se comunica a nós através das páginas da Escritura do Antigo Testamento que O prepara e do novo que O apresenta.

Mas você é capaz de abrir a Sagrada Escritura, ler um pequeno texto, fechar os olhos e digeri-lo, perguntando a partir do texto lido como Deus naquele exato momento o interpela?

O HOMEM, IMAGEM DE DEUS

Foi em Cristo, imagem do Deus invisível que o homem foi criado à imagem e semelhança do Criador. Assim como foi em Cristo, redentor e salvador, que a imagem divina, deformada no homem pelo primeiro pecado, foi restaurada na sua beleza original e enobrecida pela graça de Deus .

A imagem divina está presente em cada ser humano, em cada homem e em cada mulher. Ela resplandece na comunhão das pessoas, à semelhança da unidade das Pessoas divinas entre Si.

A pessoa humana participa da luz e da força do Espírito divino. Pela razão, é capaz de compreender a ordem das coisas estabelecida pelo Criador. Pela vontade, é capaz de se orientar a si própria para o bem verdadeiro. E encontra a perfeição na busca e no amor da verdade e do bem.

Em virtude da sua alma e das forças espirituais da inteligência e da vontade, o homem é dotado de liberdade, sinal privilegiado da imagem divina.

Mediante a sua razão e a consciência moral, o homem ouve conhece a voz de Deus que o impele a fazer o bem e a evitar o mal. Todos devem seguir esta lei, que ressoa na consciência e se cumpre no amor de Deus e do próximo. É através do exercício da vida moral que se confirma a dignidade da pessoa humana.

Desde o pecado original que o homem encontra-se dividido em si mesmo. São duas forças a puxá-lo. Ora para um lado ora para outro. E assim, toda a vida humana, quer individual quer social, apresenta-se como uma luta dramática , entre o bem e o mal, entre a luz e as trevas. E somente em Deus por meio de Jesus, é que vamos ter as forças necessárias para nos desvencilhar das forças do mal e praticar o bem, fazer o que é certo e evitar o que é errado.

Deus nos enviou Seu Filho que pela sua paixão, livrou-nos de Satanás e do pecado e mereceu-nos a vida nova no Espírito Santo. Assim, Jesus nos salva através da sua graça restaura o que o pecado tinha deteriorado em nós.

Portanto, quem crê em Cristo torna-se filho de Deus. Esta adoção filial transforma-o, dando-lhe a possibilidade de seguir o exemplo de Cristo. Torna-o capaz de agir com retidão e de praticar o bem. Na união com o seu Salvador, o discípulo atinge a perfeição da caridade, que é a santidade. Amadurecida na graça, a vida moral culmina na vida eterna, na glória do céu.

sábado, 1 de agosto de 2009

CALENDÁRIO LITÚRGICO


As leituras feitas nas missas variam por conta do Ano Litúrgico. Este é um tipo de calendário que a Igreja Católica segue. É a partir deste calendário que a Igreja determina as orações eucarísticas (oração feita com toda a comunidade para a transformação da hóstia e do vinho em corpo e sangue de Cristo, contendo também pedidos para a vida do atual Papa, bispos, presbíteros e diáconos, vocacionados, irmãos que faleceram e todos que crêem em Deus e os que se mostram confusos em diversas situações) e as leituras que serão realizadas nas celebrações.
E como todo calendário, existem os dias que correspondem às solenidades, festas ou memórias de santos e beatos, entre outros tantos mais. Em tais momentos, a Liturgia se prontifica a organizar de forma diversificada, com o auxílio das equipes de ambientação e música, que ornamentam a missa e a Igreja através do que é estipulado no calendário litúrgico. Até as cores das estolas (parte que cobre a batina do presbítero ou diácono) do padre mudam a partir de determinada missa. Essa mudança, na maioria das vezes, é por conta do Tempo em que está situada a data.
Existem vários tempos durante o Ano Litúrgico. Aliás, o Ano Litúrgico começa no Tempo do Advento (período de quatro domingos que antecedem o Natal que tem como tema principal: a espera do Messias) e passa pelo Tempo do Natal (duração da véspera de Natal até a Epifania do Senhor), Tempo Comum (onde se apresenta Deus nas pequenas coisas da vida), Tempo da Quaresma (inicia-se na quarta-feira de cinzas e permanece até o Tríduo Pascal – neste tempo, por significar conversão, há as penitências e os jejuns a serem cumpridos como manda a Igreja Católica, portanto, a missa também tem um caráter menos alegre e costuma não possuir Glória, o que também ocorre no Tempo do Advento), Tempo da Páscoa (Começa no Tríduo Pascal – quinta-feira, sexta-feira e sábado da Semana Santa –, passando pela ressurreição do Senhor, sua Ascensão e finalizando com a vinda do Espírito Santo – Pentecostes) e, novamente, com o Tempo Comum.
É costume celebrar uma missa especial para marcar o encerramento do ano, por isso, em nível diocesano, ocorre a celebração da Festa de Cristo Rei (um domingo anterior ao Tempo do Advento). Por fim, há três anos diferentes na Igreja Católica (cada um com seu calendário próprio de leituras e evangelhos), classificados como anos A, B e C. Em cada Ano Litúrgico é lido um Evan-gelho Bíblico inteiro (Ano A – São Mateus; Ano B – São Marcos; Ano C – São Lucas; e o Evangelho de São João está em todos os anos), sem falar dos principais trechos distintos do Antigo Testa-mento, dos Salmos e das Epístolas (cartas de evangelização para povos pagãos) de São Paulo.

Lincoln Spada.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

AS CORES DOS PARAMENTOS LITÚRGICOS

E SEU SIGNIFICADO

Maria Cecilia

A sagrada liturgia da Igreja tem uma linguagem simbólica muito expressiva. Uma das formas de expressão litúrgica são as cores.

As cores propriamente liturgicas são sete:

BRANCA

Símboliza a pureza, a delicadeza, a paz, o descanso e a alegria.

É usada nas alvas, nas toalhas, nos corporais, etc. Durante o ano litúrgico, usam-se paramentos brancos na Páscoa, no Natal e nas festividades de Jesus Cristo (exceto da Paixão) e Santíssima Trindade, nas festas de Nossa Senhora e dos santos e santas não mártires.

VERDE

É a cor da esperança, da liberdade, da natureza e da vida.

No ano litúrgico é usada nos domingos que seguem a festa da Epifania, até à Setuagésima; e após o Pentecostes, até o Advento. Dizemos que é usada no Tempo Comum.

VERMELHA

É a cor do fogo e do sangue do amor, da caridade ou do martírio. Lembra o fogo do Espírito Santo e o sangue de Cristo e dos mártires.

Na liturgia, usa-se em Pentecostes, na Sexta-feira Santa, no Domingo de Ramos e nas festas de todos os mártires.

ROXA

É a cor da penitência, do sofrimento,da conversão, da expectativa, da contrição e da reflexão profunda sobre o mistério da salvação.

Usa-se no tempo do Advento e da Quaresma.

COR DE ROSA

É a cor da alegria esperançosa e da proximidade com o Senhor. É um tempo destinado à penitência.

Usa-se no 3º. domingo do Advento - GAUDERE e no 4º. domingo da Quaresma - LAETARE

PRETA

Simboliza morte, mistério, solidão.

Era usada na Sexta-feira Santa e nas Missas de defuntos, quando a Igreja chora, respectivamente, a morte de Nosso Senhor Jesus Cristo e a dos seus filhos espirituais.

Em desuso no Brasil

AZUL CELESTE

É a cor da serenidade, da calma, da segurança, da vida.

Em alguns lugares, por privilégio, usa-se o azul celeste na festividade da Imaculada Conceição.