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quinta-feira, 23 de abril de 2009

O PRIMEIRO CONTATO COM OS ALUNOS NA SALA DE AULA

Então, vocês explicaram à diretora que iriam fazer um trabalho totalmente ecumênico, ou seja, que embora sejam católicos, vocês não iriam “puxar a brasa” para sua religião. Ela aceitou a vossa proposta, e depois de tudo acertado, chegou o momento do primeiro contato com os alunos em classe.

Bem. Antes que você entre na sala, deixe-me esclarecer uma coisa. Está começando numa escola nova? Então inicie pelas turmas menores, como: 4ª ou 5ª Séries. Depois de acompanhá-los, aí sim poderá entrar nas sétimas e oitavas quando estes estiverem lá. Não é muito prudente, começar pelas oitavas ou sétimas, principalmente se você não tiver a experiência de um (a) professor(a) ou mesmo de catequista.

Pode ocorrer que a direção lhe recomende para começar pelas classes mais agitadas, ou bagunceiras, que geralmente são os adolescentes. Garanto-lhe que não será uma boa idéia, pois poderá ter uma má impressão. Veja bem, parece que estou novamente lhe assustando. Não. Só estou alertando, mostrando o que você deve evitar para não se machucar, e depois desistir.

Finalmente você entrou na primeira classe. Não se esqueça, de quando estiver se dirigindo para lá, reze: peça perdão, para você se torne menos indigno(a) de anunciar Jesus, peça a proteção de Dele, e ao Espírito Santo para que Ele fale aos alunos através de você. Nunca se vanglorie, pensando ou mesmo dizendo: Eu fiz uma palestra espetacular. Cuidado! Quem falou foi o Espírito Santo. Você foi mero instrumento.

Veja bem. Muitas vezes nos preparamos durante horas para expor um tema, mas as circunstâncias ou o vento do Espírito de Deus nos sopram para outro lado. Pode ser uma pergunta de um aluno(a) interessado(a) ou qualquer coisa tipo imprevisto que aconteça na escola. Não se apavore. Deus vai colocar as palavras na sua boca, ou dizer para você se calar e deixar tudo passar.

Você cumprimenta os alunos se apresenta dizendo que é o professor(a) de ENSINO RELIGIOSO. Insista que não é AULA DE RELIGIÃO. Primeiro por que você não vai dar aulas, mas sim, vai conversar com eles sobre a vida deles. Segundo, se fosse aula de Religião, você iria falar da sua religião, isto não seria justo pois os alunos que não são da sua religião, não iriam gostar disso. Promete que não vai falar de nenhum santo nem mesmo de Maria. Que muito embora você acredite que se Maria é mãe de Jesus, e se Jesus é Deus, Maria é mãe de Deus mesmo assim você não vai falar de Maria (percebeu que já falou?)

Diga que você vai falar de Deus e de Jesus, sim. Pois toda religião que se preza deve aceitar Deus e Jesus. Se alguma religião não fala de Deus nem de Jesus nem mesmo rezar o Pai Nosso, com certeza isto não é religião. Pode ser um partido político ou coisa parecida, mas religião mesmo não é.

Portanto, todos podem assistir ou participar das suas... “aulas”. Não precisam pedir para ficar lá em baixo ou na biblioteca durante esse tempo.

Observação: Catequista mesmo não deve dar aulas, Mas sim, fazer encontros com Cristo. Só que a realidade na escola é de aulas. Na cabeça do estudante, quando entra alguém na sala para lhes dirigir a palavra, isto é uma aula ou no mínimo, esse alguém vai lhes “passar um sabão” por causa de alguma traquinagem, ou por causa da bagunça... Portanto, você estará consciente que não está dando uma aula, quando no máximo está fazendo uma mini-palestra, mas sabe que para o aluno lá sentado aquilo é mais uma aula. O que importa é a mensagem que você passa

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